sábado, 25 de fevereiro de 2012

Partindo de Cartagena

Estamos partindo de Cartagena hoje em direção das ilhas mais ao Sul. Atravessaremos a baia da Colombia para Sapzurro e eventualmente visitaremos as famosas Ilhas San Blas no Panama para conhecer os Kuna Yalas, os verdadeiros indios caribenhos que são as pessoas mais baixas do mundo depois dos pigmeus da Africa!

As mulheres Kunas também fazem trabalhos de costura maravilhosos conhecidos como Molas. As ilhas também dizem que são lindas, águas tranquilas e limpas excelente para nadar e mergulhar... dedos cruzados para que eu finalmente ache umas conchinhas...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Cartagena, Colombia

Chegamos em Cartagena depois de 3 dias de vela lentos mas incrívelmente tranquilos! Estavamos preparados para uma viagem brutal, famosa por ventos fortes e swell gigante mas graças ao bom planejamento do Russ e os Deuses do tempo nossa viagem foi excelente, utilizando a vela balão (cara, que achado e investimento bem feito!) o tempo todo com exceção da área de Santa Marta que sempre tem seus ventos de 30 a 40 nós. As marolas ficaram entre 2 - 3 metros no máximo e apesar de um tanto desconfortável durou apenas 6 horas.

Cartagena foi e está sendo uma surpresa. Ao chegarmos vimos os prédios modernos altos e eventualmente avistam a cidade velha com suas muralhas fortificadas - que lindo!!! Ancoramos no Clube Nautico que ao contrário do que nos falaram está funcionando a pleno vapor e finalmente conseguiu sua licença o que acelerou os trabalhos de construção dos piers etc. Tivemos uma recepção boa por parte do staff mas a galera do escritório é muito ruim de serviço. Temos a vantagem que eu falo meu portunhol espertissimo e dou conta do recado, já nossos amigos cruizeiristas sem idéia de espanhol penam um bocado, mas tudo se resolve no final.

Estamos ancorados e para usar os serviços da marina (água, internet, chuveiros e dinghy dock) custa 40.000 pésos que equivale a uns R$30 pela semana. Nada mal. Chegamos no sábado e pensavamos que ia dar para dar uma ignorada nas regras e não fazer o check in que é bem carinho, 150.000 pesos/R$115 (para 1 semana), mas hoje de manhã vimos a guarda costeira abordando 4 barcos e embarcando... então corremos para organizar o agente para fazer tudo.

Já passeamos pela cidade velha que é simplesmente fantástica. Recomendo muito aos viajantes. Vi vários grupos de turistas brasileiros e backpackers internacionais mas no geral todos os turistas são ou locais ou de paises latino americanos. Nos sentimos super seguros por aqui até mesmo de noite. Uma surpresa enorme pois cresci com as histórias arrepiantes de guerras e violência por causa das drogas. Não sei se isso é algo por todo o país mas pelo menos aqui em Cartagena a polícia faz um excelente trabalho e estão por todos os lados.

Ficamos por aqui por mais uma semana mais ou menos, Brisa está adorando os dançarinos de rua aqui com suas roupas coloridas e ritmos africanos...minha filhota não pode ouvir uma bateria que sai rebolado rua afora totalmente desatenta a carros e carroças (que são abundantes na cidade velha). Temos que manter o olho vivo com essa molequa.

Estamos colocando fotos no album e video no utube fiquem ligados!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Grenada á Branquila, Los Roques, Aves Barlovento, Bonaire e Curação


Partimos de Grenada no fim de tarde rumo as ilhas Blanquillas com ventos aliseos constantes ( por acaso os “trade winds” do Caribe também são chamados alíseos ou somente no Atlantico?) , e cobrimos as 175 milhas sem dramas, chegando no ancoradouro pouco depois do meio dia. Lá encontramos 2 barcos Venezuelanos mas sem bandeiras e rapidamente tiramos a nossa também pois vai saber né... quando em Roma faça como os romanos. Ficamos somente uma noite e decidimos continuar para Los Roques, apesar do lugar ser muito bonito.

Para evitar problemas com as autoridades, evitamos El Gran Roque e fomos direto para Sarqui, muito linda e sem ninguém por perto. Durante o dia um ou outro barco vinha para deixar turistas na praia ou ver as tartarugas, mas depois das 3 da tarde tinhamos o ancoradouro totalmente para nós. E que ligar lindo, que ancoradouro maravilhoso!!!

E essa experiência se repetiu em todos os outros ancoradouros que visitamos com exceção de Carenero, perto da ilha Felipe que estava com outros 3 barcos a motor grandes e tinha tráfego intenso de barcos de pescadores menores. Aliás para um Parque Nacional a pesca é bem intensa , com vários acampamentos de pescadores.

O snorkelling não é lá essas coisas nos ancoradouros, creio que durante a temporada correta (não estamos na época correta para visitar essas ilhas) mergulhar no lado norte das ilhas, que imagino ser melhor para mergulho, fica mais fácil, com o vento constante que tinhamos de Aliseos ficava muito dificil para nós. Mas mesmo assim valia a pena. As barracudas por aqui são enormes e numerosas o que me dava um certo medo, mas consegui sair ilesa.

Visitamos ainda Cayo da Água, West Bay e Bequeve que é muito linda e tem uma area aonde os Boobies tem seus ninhos no chão. Russell tirou muitas fotos lindas.

Partimos para Aves Barlovento e cobrirmos as 35 milhas em menos de 4 horas! Foi ótimo. O lugar é magnifico também e vimos somente outro barco que nunca nem se quer nos disse oi – o que cá pra nós ilustra bem o tipo de cruzeirista que fica no Caribe... aonde já se viu passar do lado do nosso barco de bote e male mal dar um tchauzinho? Então nem nos importamos em ir lá dar oi também o que é algo que sempre fazemos.

Aqui pescamos lagostas, nadamos e exploramos muito, Russ brincou de fotografo até cansar tirando fotos excelentes dos pássaros. Depois de 5 dias tinhamos que continuar a viagem pois infelizmente o tempo está passando e temos muito o que ver ainda.

De Barlovento fomos direto para Bonaire, cobrindo as 65 milhas em 4.5 horas!!! Super vela, com direito a 12 nós em águas planas quando chegamos ao lado protegido da ilha. Fomos acompanhados por windsurfers e kitesurfers todos felizes em “competir” com o Moonwalker.

Ficamos em Bonaire somente uma semana, mas curtimos explorar a ilha de carro e de bote... bem tentamos explorar de bote mas nosso motor de popa que compramos na Malasia e quase nunca usamos estava com o carburador entupido e nos deixou na mão duas vezes! Uma delas tivemos que nadar quase 2 milhas toando a Brisa no bote enquanto Russ e eu nadavamos.

Nossa vela até Curação foi excelente e chegamos em Spaanse Water, uma baia superprotegida “dentro” da ilha, sem problemas. O ancoradouro estava bem cheio e tivemos problemas para achar um lugar bom para o Moonwalker mas eventualmente achamos um bom lugar perto do Fisherman´s Wharf.

Nossa primeira missão era achar água, colocamos nossos containers no bote e fomos ver as marinas por perto. Alguém comentou que poderiamosir a Kami Kalki e ao chegarmos encontramos 2 senhores e uma senhora sentados embaixo de uma cabana na beira dágua. Perguntamos aonde era o escritório da marina e um deles riu e disse você está nele!!! Esse bem humorado senhor era o Ron, dono da marina!

Ron nos apresentou aos amigos holandeses Rob e Luci e nos direcionou a pegar água. Aqui a água é desalinada em uma área de tratamento enorme e portanto é potável em qualquer torneira. Uma das melhores água do mundo segundo os locais! Bem pelo menos não tem aquele gosto estranho de água desalinada por osmose reversa. Portanto é bem cara a água por aqui. Mas ele nos deu 100 litros de água e nos convidou para tomar um café. Quando estavamos indo para a casa dele o filho dele apareceu gritando e espirrando sangue por todos os lados! Ele havia se cortado e a artéria do braço obviamente cortada. Um horror. Cortando uma grande história o Russell acabou passando o resto do dia no hospital com o Ron e o filho e nós nos tornamos bons amigos.

Eventualmente conhecemos outros barcos e a Brisa fez um amiguinho muito lindo de 2 anos (5 meses mais velho que ela) no barco Nereus, uma família americana maravilhosa, 2 filhos dela do primeiro casamento, 2 filhas do primeiro casamento dele e um filho feito em comum. Nem preciso dizer que me dei muito bem com todos e Brisa adora o Levi. Desde então temos passado bastante tempo juntos e fomos ao aquário local outro dia. Brisa ficou louca quando viu os golfinhos!

Então é com muita tristeza que estamos deixando Curação para Catargena na Colômbia amanhã. Mas muitas aventuras nos esperam e alguns barcos com crianças estão indo no mesmo caminho então Brisa vai curtir bastante essa nova fase.

Colômbia ai vamos nós!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Trinidade, Grenada e Grenadines – dezembro 2011 e janeiro 2012


Já faz um bom tempo gente... como sempre eu tenho milhões de desculpas para dar e todas são verdade! Arranjar tempo e internet boa sem uma boa antena wireless fica muito dificil Caribe afora. Quando tenho conexão tenho colocado fotos no webalbum então não hesite em dar uma olhada nas fotos mais recentes.

Meu último update foi de Trinidad aonde eu relatei o infeliz incidente com o barco Baleeiro. Eu conheci vários outros brasileiros por lá com projetos variados e não menos interessantes que o nosso. Ficamos somente 10 dias em Trinidad pois não tinhamos nada para fazer no barco que valesse a pena fazer por lá. Aliás somente ficamos por lá por que não fizemos nosso dever de casa e não sabiamos da mudança súbita de ventos que acontece durante o período natalino...

Os “Christmas Winds” começaram no dia 20 de dezembro, com ventos constantes de 20 a 30 nós do Nordeste a Leste ou seja exatamente a direção que pretendiamos ir em Grenada. No dia 27 os ventos iam baixar um pouco e ficar mais para o Leste então tivemos que pagar US$20 extra para fazer o “check out” no feriado do dia 26 de dezembro e sair na madrugada no dia 27 para Grenada. Trinidad foi um dos países mais caros que já visitamos junto com a Australia e Indonésia em termos de taxas de aduana e imigração.

O plano original ao partimos de Trini era ir até Carriacou e de lá direto para o famoso Tobago Cays mas o vento não nos ajudou e tivemos que ficar por Grenada mesmo aonde passamos o Ano Novo em Prickly Bay. Grenada é super acolhedora e sem dramas para cruzeiristas. Os ancoradouros são bons, os serviços também e na minha opinião um lugar muito mais agradável de se trabalhar no barco a preços relativamente competitivos com Trinidad.

Após o ano novo o vento deu uma nova brecha, com a previsão de ser entre 15 e 20 nós com a direção mais para o Leste. Partimos de Prickly Bay e decidimos tomar a rota do lado Oeste da ilha , no “lee” da ilha. Estavamos acompanhados de uns 15 barcos o que nos deu confiança que a decisão de subir era uma boa. E tivemos uma ótima vela até chegarmos no canal entre Grenada e Carriacou... tudo branco com ventos de 25 nós constantes e marolas quebrando por todos os lados. Russell xingou tudo e todos reclamando que tinha velejado metade do mundo fazendo somente uma viagem contra o vento e com milhares de milhas para cobrir ainda por que ele tinha que se meter numa fria dessa?

Bem, depois de dar uma olhada ao redor ele percebeu que todos os barcos estava continuando, incluindo um trimaram antigão mas interaço que um italiano muito bacana que haviamos conhecido
no dia anterior. Então por orgulho puro o Russ decidiu continuar e lá fomos nós até Tyrrel Bay em Carriacou. Depois de ancorarmos assistimos os outros barcos aos poucos entrar no ancoradouro todos salgados e cansados mas como nós felizes em terem deixado mais 60 milhas para trás.

No dia seguinte continuamos norte para a Ilha União, mais uma vez contra o vento mas com um angulo de vela um pouco melhor para ancorarmos em Chatham Bay. No dia seguinte cedo, antes do vento ficar muito forte fomos até Clifton para fazer o check in de la seguimos para Petite Martinique pois era um angulo mehor de vela para irmos para Tobago Cays no dia seguinte. Velejando contra o vento tem que ser bem planejado, especialmente no Moonwalker pois nosso motor não dá conta de ir contra esse vento.

Chegamos em Tobago Cays e ancoramos inicialmente no ancoradouro principal em Horseshoe Reef mas o vento não deu trégua e estava contante 25 nós plus o tempo todo fazendo o ancoradouro já cheio de barcos ainda mais mexido. Decidimos tentar ancorar entre as duas ilhas logo atrás desse ancoradouro e conseguimos nos enfiar no cantinho do Hoof Channel contra a praia de Petit Bateau. Perfeito, quase sem vento e sem marola nenhuma a não se quando outros barcos passavam o que era frequente durante o dia... mas valeu muito a pena. Brisa amou o ancoradouro pois ela podia nadar do barco até a praia que era linda. O único problema são os corais quebrados que impesteiam as praias caribenhas fazendo a entrada e saida da água um tanto desagradável.

Ficamos 3 dias lá e não ficamos mais por que realmente com os ventos fortes não dava para fazer muito em termos de snorkelling. Pagamos a taxa da parque de EC$10 (R$7) por pessoa para o pessoal do parque que vinha de barco todos os dias, mas pagamos somente o primeiro dia, os outros dias estavamos ou na praia ou nadando em outro lugar e eles nunca voltavam para cobrar. Na verdade os locais ficam pê da vida com essa cobrança pois eles sabem que o dinheiro não está indo para o parque ou a comunidade e sim para o bolso dos administradores. Bem, dessa forma não me sinto tão mal. Visitamos Mayreau na volta e partimos das Ilhas União felizes que dali por diante toda nossa viagem seria a favor do vento!

Paramos em uma ilha ao lado de Carriacou chamada Salinas, uma dica de um amigo Irlandes, e achamos nosso pequeno paraíso caribenho... que sonho. Tinhamos o ancoradouro somente para nós, águas calmas pois estavamos ancorados em 3 metros de água com uma ancora de popa para segurar o Moonwalker no lugar mais calmo. Ficamos curtindo a água lindissima turquesa, as tartarugas, pelicanos e caminhadas na ilha durante 3 dias antes de retornamos para Grenada e nos preparamos para seguirmos para as ilhas Venezuelanas.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O que ouvimos sobre o Veleiro Baleeiro

Estou aqui para passar o que ouvi sobre o incidente com o velerio Baleeiro, uma terrível tragédia que me abalou muito ...

Estava conversando com a brasileira Renata, que está abordo do barco Dixie-Roller com o marido Sul Africano Steve, sobre o incidente na marina Peakes em Trinidad no último domingo acredito.

Renata e Steve foram uns dos primeiros na cena do acidente e Renata disse que Steve ajudou a carregar Galdo para o carro, já falecido, que o levou ao hospital. Renata então passou a auxiliar Andy quando a mesma acordou do desmaio que aparentemente sofreu ao tocar a maldita escada também. Renata falando em Português com a Andy a orientou para pular sem tocar em nada no barco para o trampolim improvisado que as pessoas da marina organizaram (nem sei se os bombeiros estava lá já). A coitada da Andy além de estar em choque teve que dar esse super salto.

O acidente ocorreu quando o mastro mezzie (era um ketch, ou seja o mastro trazeiro) caiu em um poste de alta tensão que estava do lado do barco como podem ver (copiei essa foto do blog do Maruja de Hugo e Catarina) . Na foto vocês podem ver como o poste de alta tensão estava próximo ao barco. Ou seja com o mastro tocando a alta tensão o barco inteiro ficou "energizado" (nem sei que palavra usar para descrever) o que causou o terrível choque que matou Galdo.

Eu não conheci o casal em questão, mas meu coração ficou em pedaços ao ouvir essa terrível história, e gostaria de mandar aqui meu sincero pêsames e sentimentos. Eu poderia ser uma Andy... só de pensar me arrepia.

Mas fica aqui uma lição para próximas vezes que tirarmos o Moonwalker da água. Honestamente não sei como uma marina deixa barcos tão próximos a linhas de alta tensão. Eu realmente acho isso um absurdo total especialmente por que essa é uma área designada para trabalhos no barco. Me espanta que isso não tenha acontecido antes com outros barcos!!!

Mais uma vez reintero meus sentimentos profundos juntamente com meu marido Russell e minha filha Brisa por sua perda Andy.




terça-feira, 22 de novembro de 2011

Oops esqueci de Cabedelo!!

Nossa, esqueci que paramos em Cabedelo por uma semana gente!! Foi ótimo e muito mais desenvolvido do que eu tinha pensado. Ficamos ancorados mas pagamos para utilizar as facilidades (incluindo uma piscininha) da marina do Phillipe. Um francês casado com uma brasileira e muito simpático. João Pessoa não me impressionou muito, talvez meu tio Felipe tenha feito tanta propaganda que eu fiquei pensando que seria assim, uma Maceió e bem, não era... Mas foi legal e nos ajudou muito aquela parada para arrumar o barco e nossa vela Code Zero que o Russ reparou depois que ela "estourou" durante a travessia do Atlântico.

Conhecemos várias pessoas também que estão agora estamos reencontrando aqui no Caribe. Bem, erro corrigido...

Itamaracá a Tobago

Gente quanta coisa acontece em 1 mês!!! Itamaracá foi uma graça, conhecemos uma familia super fofa que tem a marina lá e nos receberam super bem. Brisa ficou apaixonada com as crianças deles.

Seguimos para Natal, que mais uma vez foi uma viagem mexida e desconfortável e com uma entrada bem arrepiante! A entrada do canal não deve nem ter 500 m e o canal até a entrada é bem estreito, ainda bem que o Moonwalker tem um calado pequeno e demos uma cortada e passamos o quebra mar e na paz das águas calmas mesmo com ventos fortes.

A ponte é linda e eu não lembrava dela quando vim há uns 14 anos atrás mas até ai minha memória para essas coisas é muito duvidosa.

Não ficamos muito, pois já haviamos feito o nosso checkout em Maceió e não queriamos encrenca. Ficamos somente 3 dias para a Bri descansar, eu comprar umas frutinhas. Uma pena pois eu gostaria de ter mostrado um pouco de Natal para o Russ. Genipabu e Pipa foram highlights quando vim da última vez. Mas o Russ se achou lá com outros velejadores, um irlandês (mais um!!!) solo super bacana, e doamos nossa vela principal para um outro catamarã meio que do estilo no Moonwalker que estava na praia chamado Jahu. O dono do barco, Luiz ficou muito feliz e torço para que ele consiga fazer as alterações necessárias para continuar usando uma vela que nos deu momentos fantásticos e nos trouxe até esse lado do mundo!

De Maceió fomos para Fortaleza, ainda torcendo para que o mar acalmasse e nos deixasse viajar em paz e sem medo de enjôos. Assim que fizemos a curvinha do Brasil e começamos a ir para para o Oeste o mar ficou  muito mais tranquilo e a era outra história a bordo. Chegamos bem cedinho em Fortaleza e fomos para a Marina Park. Lá ninguém aparece para nos dar instruções ou ajudar a atracar e todos os barcos pareciam vazios. Ficamos lá ancorados boa parte do dia até que o vento deu uma acalmada e boiamos até o pier de lá que é na verdade um bando de latões flutuantes com uma pista em cima. Realmente deixa muito a desejar. Se não fosse pela simpatia do Armando que cuida das embarcações, e a piscina maravilhosa que fez a aleguia da Brisa o lugar não valia nem 5 dos 50 reais que estavamos pagando por dia.

Mas por conta dos fatores acima mais a companhia do pessoal do Maruja (Catarina e Hugo) que adotaram a Brisa imediatamente, acabamos ficando por 4 dias e partido para as Ilhas Salut com um talvez em Lençóis no dia 31 de outubro.

A viagem foi mágica, ventos excelentes e constantes e mar tranquilo. Foi outra história. Tudo estava indo tão bem que nem paramos em Lençóis o que me arrependi depois pois me disseram que o ancoradouro era lindo... mas valeu a experiência de ver como a Brisa e eu nos adaptavamos a 5 dias direto no mar. SEM DRAMAS!!! Cobrimos quase 1100 milhas em 5.5 dias... nada mal, Moonwalker estava em seu elemento.

Ilhas Salut foram um descanso e tanto, boa companhia e muitas caminhadas vendo pássaros, cotias e até mesmo ratos que animavam a Brisa toda vez que iamos a terra. O mar não estava muito convidativo, turvo e mexido, perfeito para uns tubarõeszinhos...  Ficamos por lá 5 dias e partimos no dia 10 para cobrir as 600 milhas até Tobago.

Viagem relativamente tranquila, algumas tempestades aqui e ali na região aonde os dois hemisférios se encontram (convergence zone). Ah, infelizmente passamos pelo Equador durante a noite, então só demos uma batizada na Brisa no dia seguinte, pela primeira travessia do Equador!!!

Chegamos em Charlotevile no extremo nordeste da Ilha de Tobago as 22.30pm do dia 13.11 num domingo depois de pouco mais de 3 dias de vela. Com a lua podiamos ver as montanhas verdes, o cheirinho de terra molhada, e os barulhinhos da floresta. Brisa já estáva na cama e só viu aquele cenário lindo no dia seguinte!

Então cá estamos em Tobago, bem 3o mundo ainda, mas com pessoas simpáticas, negras como a noite, e muita água limpa para mergulhar, ondas para surfar, areia para comer e jogar... um pouco para cada um. CARIBE AQUI ESTAMOS NÒS!