sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O que ouvimos sobre o Veleiro Baleeiro

Estou aqui para passar o que ouvi sobre o incidente com o velerio Baleeiro, uma terrível tragédia que me abalou muito ...

Estava conversando com a brasileira Renata, que está abordo do barco Dixie-Roller com o marido Sul Africano Steve, sobre o incidente na marina Peakes em Trinidad no último domingo acredito.

Renata e Steve foram uns dos primeiros na cena do acidente e Renata disse que Steve ajudou a carregar Galdo para o carro, já falecido, que o levou ao hospital. Renata então passou a auxiliar Andy quando a mesma acordou do desmaio que aparentemente sofreu ao tocar a maldita escada também. Renata falando em Português com a Andy a orientou para pular sem tocar em nada no barco para o trampolim improvisado que as pessoas da marina organizaram (nem sei se os bombeiros estava lá já). A coitada da Andy além de estar em choque teve que dar esse super salto.

O acidente ocorreu quando o mastro mezzie (era um ketch, ou seja o mastro trazeiro) caiu em um poste de alta tensão que estava do lado do barco como podem ver (copiei essa foto do blog do Maruja de Hugo e Catarina) . Na foto vocês podem ver como o poste de alta tensão estava próximo ao barco. Ou seja com o mastro tocando a alta tensão o barco inteiro ficou "energizado" (nem sei que palavra usar para descrever) o que causou o terrível choque que matou Galdo.

Eu não conheci o casal em questão, mas meu coração ficou em pedaços ao ouvir essa terrível história, e gostaria de mandar aqui meu sincero pêsames e sentimentos. Eu poderia ser uma Andy... só de pensar me arrepia.

Mas fica aqui uma lição para próximas vezes que tirarmos o Moonwalker da água. Honestamente não sei como uma marina deixa barcos tão próximos a linhas de alta tensão. Eu realmente acho isso um absurdo total especialmente por que essa é uma área designada para trabalhos no barco. Me espanta que isso não tenha acontecido antes com outros barcos!!!

Mais uma vez reintero meus sentimentos profundos juntamente com meu marido Russell e minha filha Brisa por sua perda Andy.




terça-feira, 22 de novembro de 2011

Oops esqueci de Cabedelo!!

Nossa, esqueci que paramos em Cabedelo por uma semana gente!! Foi ótimo e muito mais desenvolvido do que eu tinha pensado. Ficamos ancorados mas pagamos para utilizar as facilidades (incluindo uma piscininha) da marina do Phillipe. Um francês casado com uma brasileira e muito simpático. João Pessoa não me impressionou muito, talvez meu tio Felipe tenha feito tanta propaganda que eu fiquei pensando que seria assim, uma Maceió e bem, não era... Mas foi legal e nos ajudou muito aquela parada para arrumar o barco e nossa vela Code Zero que o Russ reparou depois que ela "estourou" durante a travessia do Atlântico.

Conhecemos várias pessoas também que estão agora estamos reencontrando aqui no Caribe. Bem, erro corrigido...

Itamaracá a Tobago

Gente quanta coisa acontece em 1 mês!!! Itamaracá foi uma graça, conhecemos uma familia super fofa que tem a marina lá e nos receberam super bem. Brisa ficou apaixonada com as crianças deles.

Seguimos para Natal, que mais uma vez foi uma viagem mexida e desconfortável e com uma entrada bem arrepiante! A entrada do canal não deve nem ter 500 m e o canal até a entrada é bem estreito, ainda bem que o Moonwalker tem um calado pequeno e demos uma cortada e passamos o quebra mar e na paz das águas calmas mesmo com ventos fortes.

A ponte é linda e eu não lembrava dela quando vim há uns 14 anos atrás mas até ai minha memória para essas coisas é muito duvidosa.

Não ficamos muito, pois já haviamos feito o nosso checkout em Maceió e não queriamos encrenca. Ficamos somente 3 dias para a Bri descansar, eu comprar umas frutinhas. Uma pena pois eu gostaria de ter mostrado um pouco de Natal para o Russ. Genipabu e Pipa foram highlights quando vim da última vez. Mas o Russ se achou lá com outros velejadores, um irlandês (mais um!!!) solo super bacana, e doamos nossa vela principal para um outro catamarã meio que do estilo no Moonwalker que estava na praia chamado Jahu. O dono do barco, Luiz ficou muito feliz e torço para que ele consiga fazer as alterações necessárias para continuar usando uma vela que nos deu momentos fantásticos e nos trouxe até esse lado do mundo!

De Maceió fomos para Fortaleza, ainda torcendo para que o mar acalmasse e nos deixasse viajar em paz e sem medo de enjôos. Assim que fizemos a curvinha do Brasil e começamos a ir para para o Oeste o mar ficou  muito mais tranquilo e a era outra história a bordo. Chegamos bem cedinho em Fortaleza e fomos para a Marina Park. Lá ninguém aparece para nos dar instruções ou ajudar a atracar e todos os barcos pareciam vazios. Ficamos lá ancorados boa parte do dia até que o vento deu uma acalmada e boiamos até o pier de lá que é na verdade um bando de latões flutuantes com uma pista em cima. Realmente deixa muito a desejar. Se não fosse pela simpatia do Armando que cuida das embarcações, e a piscina maravilhosa que fez a aleguia da Brisa o lugar não valia nem 5 dos 50 reais que estavamos pagando por dia.

Mas por conta dos fatores acima mais a companhia do pessoal do Maruja (Catarina e Hugo) que adotaram a Brisa imediatamente, acabamos ficando por 4 dias e partido para as Ilhas Salut com um talvez em Lençóis no dia 31 de outubro.

A viagem foi mágica, ventos excelentes e constantes e mar tranquilo. Foi outra história. Tudo estava indo tão bem que nem paramos em Lençóis o que me arrependi depois pois me disseram que o ancoradouro era lindo... mas valeu a experiência de ver como a Brisa e eu nos adaptavamos a 5 dias direto no mar. SEM DRAMAS!!! Cobrimos quase 1100 milhas em 5.5 dias... nada mal, Moonwalker estava em seu elemento.

Ilhas Salut foram um descanso e tanto, boa companhia e muitas caminhadas vendo pássaros, cotias e até mesmo ratos que animavam a Brisa toda vez que iamos a terra. O mar não estava muito convidativo, turvo e mexido, perfeito para uns tubarõeszinhos...  Ficamos por lá 5 dias e partimos no dia 10 para cobrir as 600 milhas até Tobago.

Viagem relativamente tranquila, algumas tempestades aqui e ali na região aonde os dois hemisférios se encontram (convergence zone). Ah, infelizmente passamos pelo Equador durante a noite, então só demos uma batizada na Brisa no dia seguinte, pela primeira travessia do Equador!!!

Chegamos em Charlotevile no extremo nordeste da Ilha de Tobago as 22.30pm do dia 13.11 num domingo depois de pouco mais de 3 dias de vela. Com a lua podiamos ver as montanhas verdes, o cheirinho de terra molhada, e os barulhinhos da floresta. Brisa já estáva na cama e só viu aquele cenário lindo no dia seguinte!

Então cá estamos em Tobago, bem 3o mundo ainda, mas com pessoas simpáticas, negras como a noite, e muita água limpa para mergulhar, ondas para surfar, areia para comer e jogar... um pouco para cada um. CARIBE AQUI ESTAMOS NÒS!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Subindo a costa!

Passamos por muitos lugares bacanas desde nossa saída de St André. A área de Camamu e ao redor da ilha de Tinharé foram highlights sem dúvida. Itaparica muito acolhedora e subir rio acima para Maragojipe foi lindo.

Salvador foi meio que uma decepção apesar do Pelourinho ser muito lindo, mas o resto da cidade parece um favelão (desculpe meus amigos Baianos, vocês são o máximo) e sei lá eu tinha uma imagem tão romântica de Salvador graças a tantos bahianos ilustres de nossa música popular...

Maceió foi uma surpresa enorme, tinhamos ouvido falar do ancoradouro e da sujeira na praia e de fato o negócio é uma desgraça, muito poluída e suja e o cheirinho melado do porto por causa do açúcar mas saindo de lá, é uma cidade muito bonita, acolhedora e fácil de se locomover. Passamos uma semana fantástica com nossa família lá, curtimos as praias, o shopping, os restaurantes e até showzinho do Cocórico para a Brisa! Presente de dia das crianças adiantado! Ela inicialmente ficou meio assustada mas depois curtiu, bateu palma e dançou no colo do pai.

De Maceió passamos por Suape/ Cabo de St Agostinho, ancoradouro muito bom, porto novinho e primeira vez que vi que o Brasil constrói navios! O guindaste era visto a mais de 15 milhas náuticas! O Brasil tem um talento para colocar monstruosidades como essas nos lugares mais inusitados!

Agora estamos em Itamaracá, assistindo um verdadeiro Carnaval de pessoas, ônibus, barcos a motor a mil por hora... Russell está horrorizado! Dia das crianças, todos vem a praia bem ao estilo Brasileiro, farofa total, ninguém está ai para ninguém, passando com jetski super perto da galera nadando, um caos meio controlado, realmente um tanto assustador, mas um cenário totalmente Brasileiro que se eu não visse pelos olhos do Russell eu iria achar normal.

Amanhã seguimos para Cabedelo aonde devemos passar uma semana pois ventos do noroeste estão vindo. Assim que os ventos voltarem a ser do sudeste estaremos subindo novamente para Natal. Os planos ainda não estão fechados quanto aonde estaremos indo depois de Natal. Estou procurando informações sobre Fortaleza e Lençóis Maranhenses, acho que mais para o norte encontraremos.

A boa noticia é que meu tio Tadeu estará nos visitando no Caribe com a família dele! Vai ser uma honra ter a bordo o grande aventureiro da família!!! Comparado a ele eu estou dando uma volta no parque... lembre-se que quando ele deu a volta ao mundo  não tinha internet, programas de navegação, muito menos GPS! Nem consigo conceber velejar assim!

Muitas fotos no webalbum gente, vai lá dar uma olhada, só clicar na foto do Moonwalker do lado esquerdo da tela!

domingo, 28 de agosto de 2011

Rio de Janeiro - St. André (Bahia)


Partimos do Rio de Janeiro de madrugada e velejamos sem problemas até a Ilha de Cabo Frio aonde ancoramos por uma noite que apesar de um tanto “mexida” nos deixou descansar. Seguimos nos dia seguinte em sua maioria á motor até Búzios aonde penamos para achar um lugar para ancorar devido as inúmeras (vazias e caras) poitas do yacht club, sem contar as escunas.

Com ventos de norte o ancoradouro também deixou muito a desejar, Brisa estava tendo dificuldades para dormir (o que não é lá grande novidades) e nós acordávamos de manhã com dor de cabeça de tanto saculejar! No pior dia conseguirmos nos enfiarmos em um buraquinho entre as pedras, os barcos-táxi e as escunas bem naquela prainha do canto do lado do yacht club. Estávamos razinho e o fundo segurava bem, ai foi uma dádiva dos Deuses conseguir descansar um pouco. Mas partimos logo no dia seguinte para a nossa primeira pernoite velejando com Brisa rumo a Vitória.

Foi uma viagem puxada, com ventos bons mas um mar prá lá de agitado, as ondulações pareciam vir de todos os lados e não deu outra....lá vai a Karin alimentar os peixes de novo... isso está se tornando uma preocupação viu... eu não enjoava mas após ter a Brisa muita coisa mudou e essa é a que interfere mais com minha vida. Aparentemente isso ocorreu com várias outras mães marujas que passaram a ficar mareadas depois de terem filhos. Estou lidando com isso agora tomando remédios e evitando fazer muita coisa pelo menos no primeiro dia de vela.

Brisa levou a viagem numa boa mas como ainda estamos tentando organizar a logística do barco com uma criança nós cometemos o erro de coloca-la no chão do pod, em um colchão mas esquecemos que o chão recebe aquela friagenzinha do cockpit e a pé ruim da Brisa ficar com cobertor... consequência: chegamos com uma pequenina resfriada em Vitória. Com isso passamos a cama dela para um dos sofás com almofadas por todos os lados. Ficou uma caminha pequena mas ela parece gostar do aperto.

Vitória nos recebeu muito bem, o yacht club foi muito prestativo e graças ao pessoal do Guruça nós conseguimos utilizar uma poita bem em frente do yacht club o que foi muito melhor que ficar na marina em si. A localização não poderia ser melhor também, próxima a supermercados, lojas e um shopping bem gostoso. Brisa amou brincar no parquinho na orla, e fez vários amiguinhos e brincou com muitos brinquedos que nunca poderia ter no barco... ela ama aqueles carrinhos que são como carros miniatura com volante, buzinas etc. Como toda criança parece ter um por Vitória a Brisa estava no paraíso toda vez que chegava no parque! Ela até deixava de ir no balanço que é de longe o passatempo predileto dela para curtir os carrinhos... maria gasolina aquela lá... a prova maior foi quando meu primo Tiago apareceu com um opalão antigo todo mexido lá na casa da minha avó... ah... vai tirar a Brisa de dentro do carro vai...

A única coisa ruim, que na verdade é totalmente PÉSSIMA de Vitória é o tal do pó preto.... gente, a Brisa não podia ir no deck nós tínhamos que lavar os pés toda vez que íamos para cama, todas as gaiútas do barco tinham que ficar totalmente fechadas sempre (ainda bem que estava friozinho) por que senão nós ficávamos soterrados pelo pó! É nojento, é feio, é sujo, é inalado, comido e digerido por todos daquela cidade.... uma vergonha que ninguém faça nada para acabar com essa situação. O engraçado foi pegar o primeiro jornal local A Gazeta e na primeira página lá estava: 3 anos de estudos sobre a origem do pó preto acabaram por terem resultados INCONCLUSIVOS... er, eu fiquei sem graça de traduzir o artigo para o Russ pois era vergonhoso.

Vitória acabou por ser uma parada um tanto mais prolongada pois minha avó que morava na região serrana em St Teresa faleceu no último dia 14 de Agosto deixando muitos amigos e familiares saudosos. Ela faleceu com 89 anos marcando a vida de muita gente, eu, somente uma delas. Eu tive a oportunidade de passar ótimos momentos com ela antes dela ficar mais ruinzinha e fiquei ainda mais feliz por ter finalmente apresentado meu marido a ela. Eu tinha realmente pedido a ela (de brincadeira claro) que pelo menos esperasse meu marido vir conhece-la antes de partir... e não foi que a danada me obedeceu? O coração dói mas estar aqui com ela me trouxe muita paz de espírito e alívio em ver que finalmente ela descansa.

Com esse circulo fechado, partimos de Vitória no segundo dia de uma frente fria forte seguindo o conselho de meu Tio Marcos Tadeu, capitão veterano dessa costa. Foi um conselho muito bom pois vários barcos que partiram no primeiro dia tomara uma boa “porrada” dos ventos e ondulações, e mesmo nós que partimos no segundo dia tivemos 24 horas muito desconfortáveis. Brisa pela primeira vez ficou mareada, e muito, sem conseguir segurar comida alguma na barriguinha dela... por pouco não jogamos a toalha ali mesmo... enquanto somos nós enjoados ou reclamando ainda dá, mas ver a Brisinha, que não tem nada haver com isso pagando o pato é muito foda... desculpem meu palavreado.

Mas tudo passa e/ou passará, e no dia seguinte Brisa estava feliz da vida assistindo as baleias que eram inúmeras - para a apreensão constante do Russell, que manteve o barco a não mais de 7 nós por 2 dias para evitar danos totais em caso de colisão – e brincavam com seus filhotes por todos os lados.

Chegamos em Abrolhos, o que não era o plano mas como os ventos estavam mais fracos resolvemos parar lá e dormir uma noite, e ficamos ancorados em frente a ilha de St Barbara. Os passaros e as cabras (???) eram inúmeras na ilha. Infelizmente a ressaca do mar fez com que a água ficasse super turva e infelizmente não deu nem para ver um peixinho, mas pelo menos dei uma nadada em volta do barco para ver como estava o casco depois da nossa estadia em Paraty.

No dia seguinte fomos para St André, logo ali do lado de Santa Cruz de Cabrália, “berço da civilização Brasileira” segundo uma placona colocada no local. Não, não, não falo isso com irônia não mas é que trouxe um sorrisinho ao meu rosto ler isso deu...

Ah Bahia, Bahia que te quero bem... está curando nosso corpo e mente calejados de marolas, pó preto e vômito de criança... axé para todos!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Reconhece a foto?

Vocês conhecem esse lugar??? Bem, nem preciso dizer aonde estamos então! Aliás estamos logo ali atrás, ancorados na prainha da Urca! Essa é nossa segunda visita a Cidade Maravilhosa abordo do Moonwalker e como sempre ela está nos tratando muito bem.

Estivemos ligeiramente atolados no últimos quase 2 meses, entre visitas de família, amigos, farras náuticas normais e um aniversário de 1 ano para organizar e celebrar. Isso mesmo, nossa pequena grande Brisa fez 1 aninho no últimos dia 27 e hj já está no auge dos seus 13 meses de idade. Incrível como o tempo passa.

Conhecemos muitos velejadores internacionais mais alguns nacionais, nos encantamos com Paraty e seus fiordes, tomamos muita pinga e conseguimos ainda velejar praticamente para todos os lugares que decidimos conhecer. Um milagre? Não sei, mas visitamos sempre o site o Windguru ao invés dos sites nacionais e até agora ele não nos falhou.

Nossa última vela de Abraão em Ilha Grande até a Urca foi deliciosa com brisas gentis mas constantes de 10 a 18 nós. Um sonho para o Moonwalker. Estamos agora curtindo as brisas do fim de tarde aqui na Baia de Guanabara e tiramos umas fotos muito legais ontem de tardinha. 

Estamos agora somente esperando (como sempre) uma brisa para nos levarmos até Cabo Frio aonde temos a esperança de conseguir pegar ventos melhores que nos levem até Vitória. 

Moonwalker continua sendo muito bem recebido, vários velejadores nos reconhecem dos artigos da grande revista Velejar e muitos conhecem meu tio Marcos Tadeu do veleiro Jamanxim. É sempre bom saber que estamos entre amigos.

Muitas fotos no webalbum gente, cliquem na foto do Moonwalker para checarem todos os albuns e invadam nossas gaíutas e vidas!


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ilha Grande

Passamos as últimas duas semanas em Ilha Grande explorando as praias lindas e trilhas maravilhosas que existem nesse lugar para lá de especial e tão próximo a grandes centros urbanos. Achei inacreditável o quão remoto alguns lugares são sendo ainda tão próximos de um grande centro urbano como Angra dos Reis e Rio de Janeiro.

A única critica que tenho (fazer o quê, eu não resisto) é termos assistir aquela aberração que são as plataformas e barcas/plataformas em grande parte dos ancoradouros e locais mais belos da ilha... doi os olhos e ressalta aquela sensação de paraíso perdido.

Mas adoramos o lugar e as pessoas locais que conhecemos. Muita história ilha a fora com um passado cultural e industrial muito mais rico do que tem agora. A igrejinha em Freguesia de Santana é uma graça, pena que só abre duas vezes ao ano.

O tempo ajudou muito essas duas semanas e conseguimos até velejar até Paraty aonde estamos no momento. Outro lugar que nos deixou de queixo caido com sua história bem preservada a olhos vistos. Festa do Divino começa hoje e as ruas estão decoradas com temas religiosos e juninos. Russell está adorando as fotos. Brisa está curtindo a aventura de tentar andar nas pedras lisas e desiguais do centro velho... nem preciso dizer que ela é a única que se diverte, para mim é um susto a cada passo.

Ficamos por essas redondezas, talvez a gente vá até Ubatuba para dar uma olhadinha antes da galera chegar para o Feriado de Corpus Christi que nos reunirá com um grupo de 30 amigos e familiares. Que sonho...